Sim eu o amava. Amava como aquelas tatuagens combinavam perfeitamente com o corpo dele, como se ele fosse uma tela para ser pintada. A sua postura que me daria medo se ele fosse capaz de me machucar, mas ele não era. Ele era doce e a delicadeza com que me tocava demonstrava isso. Ele podia ser o demônio para quem o visse, mas para mim ele era um anjo. Um anjo que me arrastaria para o inferno ou me faria ascender aos céus. Não me importo, se eu estivesse com ele, iria para qualquer lugar.
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Eu não sou triste sempre, nem alegre sempre.Eu posso sentir algo e não demonstrar; ás vezes eu apenas quero contemplar. Contemplar a beleza de uma dor, e escutar a música que se propaga na felicidade. Não sou boa em esconder o que sinto: normalmente ajo fiel. Contudo, na serenidade do meu quarto ( ou talvez no turbilhão dele), eu apenas quero me distanciar de mim, não sentir, não ver, não pensar, não ser. Apenas contemplar.
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