É assim que venho me sentindo ultimamente. Fora de mim, em piloto automático. Vivo sinto, mas é momentâneo, rápido. É como uma queda constante, não há inicio nem fim, apenas o vazio e o ar zunindo nos ouvidos. O coração já desacelerou e agora mal ouço meus batimentos, mal há respiração. Não há noção de certo ou errado, nem de onde tudo vai dar. Não tenho foco, apenas flashes de ocasiões que tento eternizar. Há dor que sufoca e saí em extravagâncias desnecessárias, e há palavras que ficam presas e são mal interpretadas. Há tudo menos eu, há tudo menos meu famigerado eu. A essência se mostra mas a personalidade se perde, e eu me perco. Hei de pedir desculpas pois não sei o que está acontecendo. Estou tentando alcançar partes porém não as capturo, as coisas escapam das minhas mãos às vezes por milímetros. Estou perdendo o controle me agarrando a qualquer coisa que me dê a ilusão de que ainda o tenho. Perdoe-me. Sou apenas um fantasma de mim mesmo tentando ganhar forma. Esta ainda está distorcida.
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It's enough. No have glory in meet the death.
Eu não sou triste sempre, nem alegre sempre.Eu posso sentir algo e não demonstrar; ás vezes eu apenas quero contemplar. Contemplar a beleza de uma dor, e escutar a música que se propaga na felicidade. Não sou boa em esconder o que sinto: normalmente ajo fiel. Contudo, na serenidade do meu quarto ( ou talvez no turbilhão dele), eu apenas quero me distanciar de mim, não sentir, não ver, não pensar, não ser. Apenas contemplar.
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