Fui eu?" e fiquei sem respostas. A dor e a culpa que há tantos já permanecia calada, guardada dentro de mim, transbordou. Já havia aceito, já havia superado e então acontece tudo de novo. Eu sabia que não tinha sido eu, mas a responsabilidade recaía sobre mim a todo instante. Como exigir tanta maturidade de uma criança? Pior. Como deixá-la ver que ela fracassou em algo que nem precisava ter tentado?
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Eu não sou triste sempre, nem alegre sempre.Eu posso sentir algo e não demonstrar; ás vezes eu apenas quero contemplar. Contemplar a beleza de uma dor, e escutar a música que se propaga na felicidade. Não sou boa em esconder o que sinto: normalmente ajo fiel. Contudo, na serenidade do meu quarto ( ou talvez no turbilhão dele), eu apenas quero me distanciar de mim, não sentir, não ver, não pensar, não ser. Apenas contemplar.
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