Será que em alguma vida eu vivi algo tão intenso que minha alma não consegue esquecer e minha memoria não consegue alcançar? É possível que essa seja a causa da saudade de algo que nunca se teve, da dor que nunca se passou, do vazio que toma conta? Se for isso, há de interferir o destino. Pois o que é feito para ficar junto não se pode separar, e nem em cem vidas um amor pode se apagar.
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Eu não sou triste sempre, nem alegre sempre.Eu posso sentir algo e não demonstrar; ás vezes eu apenas quero contemplar. Contemplar a beleza de uma dor, e escutar a música que se propaga na felicidade. Não sou boa em esconder o que sinto: normalmente ajo fiel. Contudo, na serenidade do meu quarto ( ou talvez no turbilhão dele), eu apenas quero me distanciar de mim, não sentir, não ver, não pensar, não ser. Apenas contemplar.
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