Os domingos eram reservados para mim e para você. Era nosso dia livre para eu ir à sua casa e assistirmos um filme, eu assistir você passar o tempo no PC com seu jogo favorito, deitar na cama com você... Agora que isso passou, o que eu faço dos meus domingos? Era meu dia de refúgio, refúgio em você. Se não passássemos os domingos juntos eles não pareciam domingos, pareciam pacatas segundas-feiras. Sinto falta, sinto falta dos domingos. Mas sabe, de verdade, eu ainda espero que eles cheguem novamente.
Eu não sou triste sempre, nem alegre sempre.Eu posso sentir algo e não demonstrar; ás vezes eu apenas quero contemplar. Contemplar a beleza de uma dor, e escutar a música que se propaga na felicidade. Não sou boa em esconder o que sinto: normalmente ajo fiel. Contudo, na serenidade do meu quarto ( ou talvez no turbilhão dele), eu apenas quero me distanciar de mim, não sentir, não ver, não pensar, não ser. Apenas contemplar.
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